fim das atividades dos esportes não profissionais no Palmeiras já começou a dar dor de cabeça no presidente Paulo Nobre. O iG Esporte
apurou que 16 atletas que faziam parte do elenco profissional do futsal
entraram na Justiça de Trabalho contra o clube. Eles alegam falta de
contribuição previdenciária e pedem indenização por terem sido
dispensados na metade da temporada sem aviso prévio da diretoria.
Waguinho,
Duduzinho, Dengue e Pelé Jr foram alguns que abriram o processo. As audiências já têm datas
marcadas e acontecerão nos meses de maio, julho, agosto e setembro. O
advogado Eduardo Novaes Santos é quem está à frente de todas as ações
movidas pelos profissionais.
A
reportagem procurou a diretoria do Palmeiras, porém, via assessoria de
imprensa, o clube limitou-se a dizer que “o assunto será discutido
apenas no âmbito jurídico e, portanto, não se pronunciará”.
Por
outro lado, o problema judicial já causa mal-estar dentro do clube.
Durante reunião do Conselho Deliberativo para a aprovação do balanço
financeiro de 2013, realizada no dia 29 de janeiro, Paulo Nobre foi
questionado sobre o caso, mas calou-se diante às perguntas dos sócios.
Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, a irritação se deve também ao
aumento de despesas com o departamento de esportes não profissionais,
quando este deveria apresentar uma redução.
O iG Esporte
teve acesso aos documentos entregues aos conselheiros, entre eles a
“demonstração do resultado dos exercícios” de 2013, no qual consta um
aumento de R$ 1.125.667,53 na despesa com o departamento em relação ao
último ano da gestão de Arnaldo Tirone. Segundo o informativo, embora o
clube tenha arrecadado mais receitas nos esportes não profissionais em
2013 - com a quantia de R$ 1.414.070,05, contra apenas R$ 219.310,85 de
2012 - também aumentou o seu gasto. Saíram dos cofres R$ 5.507.713,03 no
ano passado, mais do que em 2012, quando os pagamentos foram de
4.382.045,50.
Indagado sobre os números, o presidente Paulo Nobre
respondeu à reportagem que é natural que os resultados ainda sejam tão
perceptíveis, uma vez que “haviam contratos a serem cumpridos”. Ele
garantiu que a economia está sendo aplicada e em pouco tempo será
notada.
A equipe profissional – assim como a sub 20 - da
modalidade acabou em julho do ano passado, seis meses depois de Nobre
ter assumido a presidência e de o time ter sido eliminado nas quartas de
final da Liga Paulista. À época, o cartola afirmou que a meta era de
economizar R$ 20 milhões em um ano.
Foto: Fabio Minotti
Time de futsal do Palmeiras durante a Liga Paulista

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